A importância de não ser ocioso

Olá, pessoal!

Este post é, em especial, dedicado aos profissionais de TI do meu Estado, Mato Grosso do Sul. Não o entendam como uma forma de ofender alguém nem como uma generalização (os raros saberão disso).

Pode ser considerado como um desabafo. Indignação. Leia e tire suas conclusões.

ALGUMAS CONSTATAÇÕES

Nosso interesse em software é infinitamente menor do que o dos caras de fora.

Como vocês devem notar, nosso Estado não é um pólo de tecnologia nem temos muitos eventos legais por aqui.

Vejo diariamente inúmeros profissionais de outros Estados, como SP, RS e PR, falando sobre software no Facebook e no Twitter. São eventos, links para artigos, dicas, mobilizações para formar grupos de estudos, divulgação de empresas, produtos e serviços.

O engraçado é que, se levarmos em conta apenas o Facebook, possuo exatamente O DOBRO de pessoas na minha lista de TI do MS em comparação com a lista de TI do Brasil (excluídos os do MS). Esse dobro de gente, que neste exato momento, correspondente a 88 pessoas, é formado em boa parte por programadores – quase 50% do total –  e o restante dividido entre empresários, gerentes, professores e profissionais de infra.

E pasmem (ou não): nós, sul-mato-grossenses, publicamos todo tipo de conteúdo comum nas redes sociais como: figurinhas engraçadinhas, mensagens religiosas, fotos do seu último prato de comida, frases de auto-ajuda, flyers, futebol, etc. No entanto, não geramos conteúdo algum sobre nossa área de trabalho.

Indo além: vejam o grupo Pantanet, que existe há quase 8 anos e possui mais de 800 membros. Quantas pessoas geram conteúdo no grupo? Três ou quatro no máximo.

VOCÊ REALMENTE GOSTA DO QUE FAZ?

Quando alguém está assistindo futebol ou UFC, ele normalmente publica algum comentário sobre o assunto. Porque é algo que ele gosta, que o empolga, certo? O mesmo vale para o BBB, a novela, o filme que ele viu no cinema, etc. Tudo normal, não é? Faz parte do nosso comportamento.

E por “fazer parte” é que eu fico assustado. Nadinha sobre sua carreira. Seus projetos. Software. Entenderam aonde quero chegar?

CONSEQUÊNCIAS

Quais as consequências decorrentes do comportamento acima? A resposta vem com a próxima constatação: grande maioria não acompanha o que está acontecendo na área. Tenho entrevistado pessoas para contratação nos últimos 2 anos e novamente, maioria esmagadora, nunca ouviu falar dos nomes mais conhecidos da comunidade de TI do país. Se eu citar nomes que são referências mundiais então, piorou!

Além disso, grande maioria não se preocupa em acompanhar blogs técnicos muito menos ler livros. Grande maioria está apagando incêndio 40 h/semana e ficando de braços cruzados após o seu horário de serviço.

É incrível, mas ainda há pessoas que fazem uma enorme cara de interrogação quando menciono sobre testes de unidade ou TDD ( <– não, não são sinônimos!). E também aqueles que tentam falar sobre Scrum, mas acham que PO ou SM são cargos similares ao de “Gerente de Projetos”, que são “mais importantes”….

“EU FICO NA MINHA E DAÍ?”

Você pode argumentar que é daquele grupo que não publica absolutamente nada: nem futebol, nem religião, nem piadinhas. NADA x NADA. Não possui perfis em redes sociais ou, se possui, entra raramente para dar uma espiadinha. Mesmo assim, você julga dar importância sim à sua carreira.

Ainda assim, concluo que existe a grande possibilidade de você sofrer as consequências acima mencionadas.

Se você não faz parte de redes sociais ou faz mau uso das mesmas, você está perdendo um ótimo lugar para se manter atualizado e para fazer networking. Além disso, é grande a chance de que seu marketing pessoal seja quase nulo. Já diz o ditado: quem não é visto, não é lembrado!

CONSEQUÊNCIAS RELOADED

Demonstrar nem um pingo de interesse em sua carreira tem alguns problemas. O maior deles é que você provavelmente não sairá do lugar e ainda ficará reclamando pelos cantos que seu salário é baixo, que sua empresa não te valoriza, que nunca ninguém te notou.

Já perceberam que todas as matérias que falam de mão-de-obra na área de TI dizem que há muitas vagas mas poucas são preenchidas por falta de qualificação?

O pior é que o primeiro argumento que ouço rebatendo essa informação é que: “ah também essas empresas só querem explorar o funcionário, querem que saibam fazer tudo e pagar pouco, …”. Acho esse tipo de resposta evasiva. Faça sua parte bem feita que você será valorizado (e nem sequer passará perto das empresas “meia-boca”).

MUDANÇA DE MENTALIDADE

Talvez seja parte da cultura do sul-mato-grossense não ter aquele “algo mais” dos Estados mais desenvolvidos – principalmente na área de TI.

Pode ser que eu esteja querendo demais da humanidade ou esteja já meio decepcionado, mas sinceramente, é raro encontrar por aqui um cara com sangue nos olhos. Aquele que você olha e diz: esse É programador. Boa parte parece que está na área por falta de opção ou porque “gosta de mexer no computador” ou porque disseram que é “a área do futuro”, que “não fica desempregado”.

Então vamos lá. Pare e pense comigo: “o que eu faço pela minha carreira?”.

Você apenas bate o ponto na empresa e nada mais? Não tem feito nada de empolgante durante o expediente? Não tem aprendido nada de novo?

E fora do trabalho, o que você faz? Que tal dedicar um tempinho seu durante a semana para se atualizar? Ler livros e artigos, fazer algum curso, ficar por dentro do que acontece atualmente na área.

Que tal passar a gerar conteúdo? Não precisa ser uma tese de doutorado. Pode ser algo super simples. Leu e gostou de um artigo? Repasse!

Envolva-se. Empolgue-se. Seja mais.

Tenho certeza que as oportunidades vão aparecer para você. Vai depender da sua ambição.

[]s e obrigado por ler até o final (sei que ficou extenso!)

Epílogo

Eu sei, eu sei.. tô terminando!

Só para colocar algumas observações:

1) Voltarei em posts futuros com algumas dicas legais sobre carreira.

2) Enquanto isso, leia outros posts similares que escrevi: <aqui> e <aqui>.

3) Se você pensa como eu, deixe seu comentário abaixo. Vamos nos unir e fazer a diferença.

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32 comentários em “A importância de não ser ocioso

  1. Eu entendo esse seu desabafo tiozão. Uma coisa a falar, é complicado falar de trabalho no facebook, eu vejo acontecer mais isso no twitter. É a mesma coisa que alguém ficar postando coisa de nutrição animal na timeline do facebook. Outra coisa a falar, é que nós temos que buscar motivação a todo momento, isso é a resposta para guiar a carreira, e no mato grosso do sul, que foi citado no seu texto, é difícil comprar essa motivação, ainda mais das pessoas mais novas. E por final, existem as pessoas que caíram de pára-quedas na área de T.I e os outros que “programam” 2 anos e já querem ser “J”erente de projeto, nós recebemos esse tipo de curriculum quando trabalhávamos juntos. Esses só estragam nossa área e aumenta a fama de ineficientes. Enfim, espero que ocorra rápido esse mudança de mentalidade, porque nos outros estados, e no caso em santa catarina que estou, o povo acha que o povo de mato grosso do sul só sabe carpi lote, tirar leite e matar jacaré na bala. Abraços meu camarada.

    1. Cara, eu vejo uma coisa normal você falar do que gosta no Facebook (seja a bobeira que for – infelizmente no Brasil mais bobeira que coisa séria), então se você gosta da sua profissão, deveria ser normal também falar sobre ela.

      Entendo a escolha de 1 ferramenta para fins profissionais, como o Twitter, mas como eu disse no post, você está deixando de lado outras opções de fazer networking, trocar ideias com outros profissionais.. (Tem funcionado comigo pelo Facebook, no Twitter não dá pra trocar ideias). E “quem não é visto, não é lembrado”. E não nos esqueçamos do LinkedIn, que tem esse fim específico.

      E concordo contigo que estes problemas – pessoas sem preparo em cargos de chefia, maus profissionais pra todo lado – acabam piorando a situação. Além de não liderarem, ainda ensinam como fazer errado. Ou seja, uma péssima influencia para quem tá começando.

      Ah e fala aí pro pessoal que tem gente competente por aqui sim viu?
      Vou indo porque preciso matar um jacaré que tá aqui na porta de casa (acho que vou aproveitar e jantá-lo hehe)

      []s, bródi

      1. Nós (eu me incluo nisso, porque nasci no MS) somos os rednecks do Brasil, Texas brasileiro hehehehe.

        Eu vi no comentário, bateram no Linkedin, e ao meu ver, foi meio que cavalo paraguaio, só teve agitação, mas nada.
        Tanto que numa limpa que fiz nas minhas contas na internet, ela foi a primeira. Eu penso que temos que sempre ficar perto de alguma instituição de ensino, mesmo eles estando há anos-luz do mercado de trabalho, com alguns pensamentos do século XIX, porque nem XX dá para falar. Porém eles tem iniciativas e botam a galera para discursar temas. Algumas vezes pensamos muito do lado prático e eles nos trazem novamente para os métodos científicos e teóricos. Puder perceber isso, com 2 anos de formado e depois que voltei para fazer pós-graduação. Eles não tem aquela briga de ego que vejo nos eventos tecnologia (que na maioria vão as empresas e seus empregados, raros estudantes)

        Pode deixar tiozão, eu falo bem da galera do MS, pessoas que conheci e merecem o respeito, tipo você, o Edgar e outros (não muitos) que tive a sorte de conhecer na área de T.I., e servem de inspiração para querer ser melhor. Por sua conta, ano passado eu comi livros e mais livros, tanto que ganhei um tablet para me ajudar na empreitada desse ano.

        Abraços

  2. Tiozão pára de chorar por causa do face, rs… acho que você não deveria ter esperança mais esperança nele, ele já se tornou o novo orkut, só server pra postarem bobeira, dar bom dia, e no mato grosso do suR, para falar que está indo “tomá um téres”. Deveríamos apostar no linked-in e twitter para assuntos profissionais.

    Já discutimos sobre isso, “pessoas”… Acredito que sempre existiram esses tipos, seja no nosso Estado, em SP, SC e etc, o problema pior como você mesmo disse é que não existem aqui pessoas formadoras de opinião, o que existem são sangue sugas batendo de porta em porta querendo ser “J”erentes (bem colocado Willian).
    É impressionante como as pessoas entram para nossa área e logo querem “crescer” obtendo cargos de “maior responsabilidades”, alguém quer pode pelo amor de Deus me explicar qual o cargo de maior responsabilidade da área de TI? Acho que eles não querem cargo de maior responsabilidade e sim de maior salário, pq nosso mercado acredita realmente que quem desenvolve o software são os gerentes e analistas, quando deveriam acreditar em um todo desenvolvendo software como uma equipe com um único objetivo, “SOFTWARE!!!”

    Parabéns Tiozão pelo Post
    Excelente ponto de vista!!!

    1. Cara, como eu disse, deve ser um problema cultural daqui. Falta mais maturidade e pessoas mais esclarecidas.

      Tenho várias pessoas de fora do Estado no FB e só dar uma passada rápida nos feeds que vejo coisas da área. Claro que tem uma piadinha ou outra também. Aquelas nóias sobre religião, etc. Mas tem muita diferença.

      Tudo bem, é fato que boa parte desses posts são apenas replicações vindas geralmente do Twitter, mas nem isso temos por aqui! E mesmo que tenha vindo do Twitter ainda gera comentários no FB. Há muito mais possibilidade de você trocar ideia com um cara de fora do que um cara da sua própria cidade!

      O LinkedIn tá lá. Criamos o grupo..vamos ver…até agora, como esperado, a participação está pequena. Vamos tentar encontrar algumas pessoas afim de falar sobre software.

      A esperança é a última que morre..(mas morre!)

  3. Sou desenvolvedor de sistemas e gosto muito da minha profissão. Só que tirando os programadores da minha empresa eu não conheço mais ninguém da área, no meu Face book ou em outra rede social, acho que na minha cidade, como programadores mesmo, tem umas quatro pessoas ou cinco pessoas, o resto somente gosta de falar sobre programação, mais se der um algoritmo simples para resolver não sai nada. Então se eu começar a postar coisas sobre minha profissão nos meus perfis de rede social, ninguém vai entender. Nem falo sobre meu trabalho na minha vida pessoal com minha família ou amigos, pois fica me olhando com cara de besta, não intende uma palavra que digo. Leio muita coisa sobre o assunto e vejo as novidades, ai vou conversar pessoalmente com o pessoal que programa, fazem a mesma cara, pois não sabem das novidades que estão ai na nossa profissão. Fico frustrado com isso pareço um ET. E por isso não posto coisas sobre trabalho…

    1. A esqueci de dizer de onde eu sou. Sou de Cassilândia – MS… e os problemas aqui não são os jacarés mais sim os macacos que roubam coisas em casa hahahahaahahaha

    2. Olá, Geandre
      Obrigado por se manifestar!

      Entendo seu ponto de vista. Em primeiro lugar, num circulo de amigos que não são da área e de familiares ninguém de nós vai ser compreendido mesmo, então não há mesmo o que falar sobre o assunto.

      Quanto aos outros programadores, tente fazer algo. Não diga já de cara “nem vou falar pq não vão me entender”. Vá tentando influenciar aos poucos. Mostre um site aqui, um texto acolá. Assim você consegue pessoas pra trocar ideias e cresce junto também.

      Agora, infelizmente, tem aqueles que definitivamente não tem jeito…Desses, fique longe.

      []s

    3. Geandre, bora participar do nosso grupo no Linkedin. Lá você pode postar que nós ouvimos e vamos entender. E o mais legal, nós vamos discutir. Construtivamente, é claro. Divulgue também para seus colegas da área. O grupo ainda está em fase embrionária. Mas será o point do desenvolvedor do MS. Pantanágil: http://goo.gl/eSauB

  4. Olá Robson,
    Bacana seu post, muito preciso, penso que é exatamente esse o ponto.

    Eu acho que muito do fator limitante de crescimento é a visão pecuarista da maioria das empresas, ou dos gestores das empresas de TI. É muito pequena a parcela de empresas (gestores) que buscam orientar seus projetos com boas práticas e metodologias ágeis, que busca incentivar sua equipe a buscar conhecimento extra em blogs, em livros, cursos, eventos… Poucos se interessam em desenvolver projetos a parte do ambiente de trabalho…

    O profissional hoje quer ter algo rápido e sem esforço, quer ser reconhecido, ser Senior (impressionante como essa palavra é forte na boca de quem diz que sabe, mas não na hora de assumir responsabilidades) e claro ter um salário igual aos tops.
    Durante a leitura do post lembrei de algo que lí há muito tempo atrás e desde aquela época de faculdade já era tema recorrente nos debates…

    http://shinyashiki.uol.com.br/blog/2010/07/o-sucesso-e-construido-a-noitedurante-o-dia-voce-faz-o-que-todos-fazem/

    1. Olá, Juliano
      Obrigado por comentar.

      Realmente as empresas tem sim sua parcela de culpa. Você colocou muito bem. E empresa é um conjunto de … pessoas!!

      Quanto ao profissional querer algo rápido, infelizmente acontece muito. O cara não quer ficar muito tempo como peão (ops..programador). A cabeça já está lá na frente, em ser “gerente”, em ser “analista de alguma coisa” (Incrível como ainda no MS as pessoas tem essa cabecinha fechada de que “Analista” é um cargo acima dos programadores).

      Você disse bem: a maioria quer salário ALTO e pouca (ou nenhuma responsabilidade). Moleza né?

      Obrigado por compartilhar o artigo. Bem legal. Concordo totalmente.

      A propósito, você é de onde? (Desconsidere..vi no seu Gravatar 🙂 ) Participe lá do grupo Pantanágil no LinkedIn. Vamos agitar esse cenário.

      []s

  5. Acho que vale pra qualquer área, a pessoa tem que fazer o que gosta de fazer. Existem algumas pessoas no meu facebook que trabalham em outras áreas e postam conteúdo relacionado, sinal de que estão na área certa.

  6. Opa Robson, outro bom post. Sempre tento dizer sobre isso quando ministrava aula no Senac aí do MS, até fiz um post sobre referência para ver se o pessoal acorda um pouco para esses asssuntos: http://blog.jopss.com/post/26050117835/para-desenvolvedores-refencias-de-twitters-e-blogs

    No entanto, uma coisa que noite quando mudei para Brasília/DF, é que as pessoas em grande maioria possuem o mesmo perfil que vc mencionou… e se vc conversar com pessoal de outros estados, também terá o mesmo “problema”. É um pouco maior do que a regionalização: vai desde o foco das faculdades, a facilidade de passar nesses cursos e o caracter/perfil das pessoas que entram no mercado. Como esperado, aqui tem muito “concurseiros”, e é impressionante o baixo nível dos “profissionais” de TI em cargos e orgãos de nome, em contato com sistemas importantes.

    No entanto tem iniciativas bacanas por aqui no DF, quase toda quarta-feira tem DOJO tocado pelo grupo dojobrasilia.org. E tem bastante evento rolando por aqui esse ano: https://groups.google.com/forum/?fromgroups=#!topic/dojo-brasilia/cVwFTvga4o4

    Mas sobre o problema do post, ultimamente estou acreditando que é mais um problema cultural BR, e que afeta o profissional. Muita gente precisa e quer ter um gerente/líder para poder trabalhar e dizer o que fazer. Muita gente não acompanha as novidades porque gosta da acomodação do cargo em que está. Muita gente não sabe pensar na atividade que está trabalhando por dificuldade pessoal. Muita gente precisa de um processo fixo de desenvolvimento. E por ai vai… a massa de TI é falha. E os poucos que sobram são massacrados ou abafados por ela.

    É por aí, ou não.

    1. Olá, JP

      Concordo que é a situação é ruim mesmo em nível nacional. Falta muito pra atingirmos um nível de maturidade na área.

      Mas aqui no Estado, vejo que nem um mínimo de “agito” existe. Acho que podemos fazer mais, mas tá dificil achar gente que pense assim.

      Continuamos na luta…

      []s

  7. E aí Robson, parabéns pelo tapa, ops… pelo post. Primeiramente eu não achei o post longo como você havia dito. Quando eu estava começando a ficar com sangue no “zóio”, você parou.

    Eu ainda não estou certo de que seja um comportamento cultural do MS. Existe ainda a possibilidade de encontrarmos mais pessoas interessadas fora porque proporcionalmente existem mais, absurdamente mais, habitantes nesse lugares. Sem contar que são pólos tecnológicos, industriais e etc. Enfim, a locomotiva do Brasil. Claro que não é desculpa. É só mais uma possibilidade.

    Outro ponto é que eu acredito que muitas pessoas até “gostam” do que fazem. Mas não tem a menor noção de onde podem/querem chegar. Falta um propósito, uma visão a longo prazo de carreira, falta responder a pergunta: O que você quer ser quando crescer?

    Beleza camarada, escolheu ser desenvolvedor, ou seja lá o que for. Agora, o que você pretende fazer em sua carreira como desenvolvedor? Quer desenvolver o quê? Como? Onde? Quando? Quem são suas referências? Você as segue? Já trocou uma ideia com elas? Não? Porquê não?

    Se você não consegue responder à maioria dessas perguntas está com a síndrome The Walking Dead. Já se transformou num Walker. A boa notícia é que tem cura.

    Enquanto isso vamos criando o movimento nós mesmos.

    Vou aproveitar para trabalhar a publicidade… Entrem no nosso grupo Pantanágil no Linkedin. Vamos conversar sobre o desenvolvimento de software. Vamos formar nosso grupo e provar que o Robson está errado. kkk. Brincadeira Robson. Como eu disse num comentário acima, o grupo ainda está em fase embrionária. Mas será “O Lugar” do desenvolvedor do MS. E nem estou pensando tão grande heinnn. Pantanágil: http://goo.gl/eSauB

  8. Pena que quem precisa ver esse tipo de post, provavelmente nunca chegará aqui pelas próprias pernas.
    O que dizer? Um post para os jacarés. (Uma alusão ao esterótipo do MS)
    Creio que facebook é caso perdido mesmo.
    Mas enfim, repensando meu conceito sobre redes sociais.

    Robson mais uma vez sucesso para você!

    1. Pois é, também acho. Mas se ele conseguir cutucar pelo menos uma minoria que está “na corda bamba” já me dou por satisfeito.

      Obrigado, Matheuzinho. Pra você também!
      []s

  9. Olá Robson 🙂
    Eu sou do RJ isso você já sabia e tive a felicidade na minha profissão (Programadora, Analista de Sistemas, Docente de TI e aqui na DígithoBrasil Analista de Processos / PO e sei lá mais o que aparecer na área de TI) de ter contato com pessoas de vários polos de desenvolvimento de software (RJ, SP, BH, DF, RS e MS). E o que posso perceber de diferente aqui no MS, não generalizando porque nem todos são assim, é que as pessoas precisam gostar mais do que faz. É ter empolgação, vibrar, sentir que está fazendo alguma diferença, EXTERNAR. E isso Robson infelizmente nasce com a pessoa ou ela precisa ter vontade de desenvolver. É querer sempre mais, mas não pensando no lucro ($) que isso vai render e sim no que poderemos construir juntos. Sentir que comprometimento não é estar apenas envolvido em algo. É ir dormir pensando, e acordar com a solução.
    Realmente é muito triste quando você percebe que nem todo mundo se contagia com algo como você.
    Adorei o seu post porque ele pode sim contagiar outras pessoas a pensarem diferentes.
    E concordo com você que quando gostamos muito de algo falamos muito nessa “coisa”.
    Eu sou assim, falo muito do meu trabalho, tenho pena do meu marido porque bombardeio ele todos os dias. E falo muito porque sou apaixonada pelo o que faço.
    Mas ao ler o seu post acabei me enquadrando nas pessoas que não postam muitas coisas sobre a nossa profissão, mas é porque gosto mais de “falar”, ligo para um, falo com outro… Mas preciso evoluir participar mais das redes sociais com temas da nossa profissão.
    Abraços,
    Desirée Megre

    1. Oi, moça!
      Fico muito feliz pelo seu comentário.
      A opinião de alguém que veio de fora e com experiência em diversos Estados agrega bastante para esta discussão.
      Obrigado!!

      E é isso aí. Vamos participar.
      Tentar trazer outras pessoas pra discutir no grupo do LinkedIn. Claro que pessoalmente pode ter um efeito muito melhor, mas pela Internet temos um alcance muito mais amplo (e com mais rapidez). É mais um meio de tentarmos influenciar positivamente as pessoas. E quem sabe não conseguimos passar a ter encontros presenciais?

      (E, é claro, continue FALANDO, “espalhe a palavra”! :))

      []s

  10. Fala meu veio, vi seu post e achei bem interessante, não pense que esse problema ocorre somente em sua cidade ou somente em nossa área, acho que a grande maioria dos profissionais são assim, eles acabam criando uma barreira entre trabalho e vida pessoal, é necessário não só gostar do que faz, mas ter uma tremenda paixão, para levar o profissional a participação, a final ele está “abdicando” de sua hora de lazer para “trabalhar”. No lado oposto disso, está uma minoria que é apaixonada não só pelo que faz, mas apaixonada em evolução e contribuição, tenho me policiado para não deixar minha paixão pela programação e outros assuntos impedir de fazer coisas que eu gosto ou de não cumprir minhas outras obrigações(como filho, marido, amigo, irmão e etc). Posso não ter conseguido me explicar, então vai aqui o resumo, acho que não basta só ter amor ou paixão pelo que se faz, deve se ter uma noção muito boa de compromisso, paixão pelo contribuição e uma boa dose de curiosidade!

    Parabéns pela sua iniciativa, espero que ela chegue aos ouvidos dessa maioria e aos poucos essa porcentagem mude.

    1. Olá, Marcius
      Obrigado por comentar.
      É tudo uma questão de organizar-se para dar um espacinho na “agenda” para manter-se atualizado.
      E como diz aquele ditado “quem faz o que gosta, não precisa “trabalhar”” 🙂

      []s!

  11. Robson, vejo a importância do seu blog principalmente para a comunidade de nosso estado mais ainda de nossa capital, é triste concordar com vc, mas acredito que não devemos nos abalar e lutar para não virar um produto do meio, torço para que continue e não pense que está sozinho pois não está. E graças ao teu post já me fez começar a pensar no que fazer contra isso, muitas boas ideias foram faladas, mas ressalto a ideia de querermos sempre culpar os outros quer sejam empresas ou pessoas, logicamente seria bem melhor e mais fácil se houvesse incentivos e influenciadores, mas e se esses recursos não existirem, “ainda” rsrs. Vi recentemente dois pontos de vista sobre o mesmo problema onde um dizia: “Isso nunca conseguiremos” e o outro “Precisamos pensar para conseguirmos fazer”. Logicamente o problema existe, mas o que podemos fazer para resolvê-lo e nossas colegas deram algumas soluções.

    Estou vendo o sangue nos olhos da galera, kkkk.

    []s a todos que assim como nosso colega Robson estão inconformados.

    “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2

  12. Apoiado a sua indagação, porém deixo uma resalva, não julgue o estado de MS, outros tem o memo problema.

    O ruído desta questão não está no estado e sim na cultura das pessoas que o habita.

    Penso que se a culturo do Brasileira fosse diferente, talvéz não só os assuntos relacionados a área de formação/ineteresse trariam beneficios, assim como outros mais, como Politica, Educação, etc…

    Graças a Deus ao ler seu post, vi que não faço parte de suas estatisticas, pois leio, estudo e publico informações.

    1. Obrigado por comentar, Weslley!

      Realmente o problema está em todo lugar mas o sacode maior foi pro pessoal daqui, pois não estamos no centro tecnológico. Aqui o foco é agropecuária.
      Estamos tentando aos poucos agitar e fazer as pessoas abrirem mais os olhos, procurarem sair da zona de (des)conforto.

      Desculpe não comentar muito mais do que isso. Estou pregado!
      Abraços e nos falamos!

  13. Mestre Robson, excelente post.
    Sou uma das pessoas que tenta auxiliar os movimentos de profissionais no estado, também fico assustado com esse “Descaso”. As vezes tenho a mesma impressão que você.
    Tenho tentado auxiliar essa movimentação através de eventos como Conversa Rápida, e pasmo descobrimos pessoas e empresas. Mais isso tem acontecido por que estamos indo atras das pessoas e não o inverso.
    A impressão é de que diversos profissionais criam um nível de abstração elevado, entram na toca e “…” ou será preguiça.
    Outro fato que me espanta, é a quantidade de pessoas que desconhecem os grupos, JugMS, Pantanet, PHPMS, ArduinoMS, DebianMS, StartUpMS, …. ou outros caminhos de comunicação entre profissionais que existe.
    Posso estar errado mas vejo que muitas pessoas acreditam ser fodas no que fazer, e podem até ser, mas isso invalida a participação dela nas comunidades? Por que não Compartilhar?

    Por fim concordo com seu post, e acredito que podemos agir para criar novos cenários no estado, e vejo esse post como um dos caminhos.
    Abraços.

    1. Olá, Samuel.

      Infelizmente o problema está bemmmm antes de “saber e não compartilhar”. É nem se interessar em evoluir. É ainda ter em mente que a única coisa que existe é waterfall, quilos de documentos e modelagem de banco.

      Ao que me parece, o pessoal pensa que seu trabalho é somente “escrever código” e que isto é uma simples atividade operacional e que se “aprende enquanto está se fazendo”. Todos deveriam ter uma visão melhor da profissão e estar sempre lendo, estudando e participando desses eventos. É o que te mantem ligado ao que está acontecendo na sua área.

      Tem gente que não participa nem pela internet, que nem precisa tirar a bunda da cadeira! Sad but true!

      Obrigado por comentar e suas iniciativas – como o Conversa Rápida – são muito positivas neste ponto.
      []s

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