Manifesto a favor da diversão no trabalho

Fala, galera!

Neste post, estou compartilhando com vocês um trecho do ótimo livro “Liderando com metas flexíveis (Beyond Budgeting)”, do Niels Pflaeging, que fala sobre um manifesto a favor da diversão no trabalho. Bastante interessante e atual. Confiram!

UM POUCO DE CONTEXTO

O manifesto foi tirado do capítulo 3 (Por que metas relativas fazem mais sentido?), especificamente da seção “Trabalhar pra quê?”, onde o autor fala sobre motivação, responsabilidade, atração e retenção de talentos, além de citar exemplos de empresas que adotam a diversão no trabalho como um valor fundamental para o sucesso.

“Diversão no trabalho” pode ser entendido como trabalhar com entusiasmo, num ambiente gratificante e criativo. Onde as pessoas definitivamente gostam de trabalhar.

Cito algumas partes dessa seção que retratam bem o seu conteúdo e que servem como estopim para a sugestão do manifesto (leiam com bastante atenção):

“As melhores e mais inteligentes pessoas se sentem atraídas pelas empresas nas quais possam realizar suas metas e motivações pessoais. Assim, um local de trabalho que permite e fomenta a diversão ou o prazer torna-se uma vantagem competitiva. Colaboradores talentosos querem se divertir e têm direito à sua auto-determinação.”

“Pessoas talentosas não gostam de trabalhar em hierarquias centralizadas de emissão de comandos e instruções. Elas não querem nem ser tratadas como recursos humanos nem ser gerenciadas. Preferem ser lideradas por uma pessoa a quem respeitem.”

O MANIFESTO

– Quanto menos níveis hierárquicos e quanto mais desregulamentação houver, eliminando-se metas fixas, diretrizes, políticas e prescrições, mais diversão haverá – e assim surgirão a liberdade e a autonomia.

– Quanto mais as decisões estiverem pulverizadas, distribuídas e individualizadas, mais diversão haverá – e assim surgirá a responsabilidade.

– Quanto mais direto for o contato com o cliente externo ou o mercado interno, mais diversão haverá – e assim surgirão o sentido e o entusiasmo.

– Quanto mais desafiadora for a tarefa colocada, mais diversão haverá – e assim surgirá o aprendizado.

– Quanto mais amplas e diversificadas forem as tarefas, eliminando-se a divisão tradicional entre “funções”, mais diversão haverá – e assim surgirão o saber e, principalmente, o saber fazer.

– Quanto mais intensivamente os valores e a cultura da empresa forem vivenciados, mais diversão haverá – e assim surgirá a identificação.

– Quanto menores forem as equipes, maior será a identificação entre as pessoas e mais diversão haverá – e assim surgirá a pressão do grupo.

– Quanto menos áreas centrais e funções de especialistas poderosos houver, mais diversão haverá – e assim surgirão a redução da burocracia e a participação.

– Quanto maior for a quantidade de tempo para trabalho autônomo e criativo fora do âmbito dos papéis-chave da pessoa, mais diversão haverá – e assim surgirão a criatividade e a inovação.

Interessante, não? Várias empresas hoje em dia – pelo menos as mais espertas – já perceberam que seu maior valor está nas próprias pessoas e que grandes hierarquias e centralização de decisões não combinam com o mundo atual.

O que vocês acham? Como sua empresa trata das questões mencionadas no manifesto?

Fica a reflexão…(e procurem ler o livro. Mas cuidado! Sua mente pode explodir!)

[]s e até a próxima!

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6 comentários em “Manifesto a favor da diversão no trabalho

  1. Fantástico!!! Congrats pelo post. Infelizmente essa é a realidade de apenas poucas empresas, para as demais, hierarquia rígida e o tradicional estilo empresa é o que funciona! Que dó.

  2. Pois é, já falei por ai, reter um talento não é questão de pagar mais e sim de criar o ambiente necessário para que o talento se desenvolva.

  3. A necessidade pelo poder faz com que as pessoas se apeguem a ele. Não largam o osso nem com reza. O mantra é: “aqui quem manda sou eu”.

    O negócio é ser o agente de mudanças e ir mudando o ambiente onde você está aos poucos. Já existem vários exemplos onde estas práticas estão sendo usadas com sucesso. Isso serve como base para a defesa dos conceitos. A desculpa do “aqui ninguém vai me ouvir” não cola.

    Este livro é realmente muito bom. Reitero a recomendação do Robson.

Participe! Vamos trocar uma ideia sobre desenvolvimento de software!

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