Vamos acordar?

Garfield_SonoFala, galera.

Enquanto estudo e escuto o álbum “Hello Hurricane” do Switchfoot, estou me indagando:  por que o programador não se preocupa em estudar, em saber o “nome dos bois”?

Saber o nome das coisas é fundamental. Em uma conversa de (bons) programadores, você vai ouvir uma série de palavras e siglas como TDD, DDD, modelo rico, mocks, repositórios, DAOs, factories, singletons,  etc.

O programador já deu manutenção em um DAO, mas nem sabe que é um DAO. Ele utiliza em seu código algum padrão de projeto, por exemplo, Abstract Factory, mas naquela conversa entre programadores, quando dizem “Abstract Factory” ele não sabe o que é. Então, ele fica simplesmente “boiando” na conversa porque não relaciona os nomes com aquele código no qual trabalhou.

E voltando à pergunta inicial, por que ele não se preocupa? Primeiro, não estou generalizando. O programador desta história é o programador “comum”, aquele que simplesmente “mexe” no código, faz aquilo que lhe mandaram e volta pra casa. O propósito dele é apenas fazer a aplicação compilar e ver que seu código está “funcionando” (entre aspas porque ele não tem tanta certeza assim que está funcionando).

Há mais de 15 anos, quando o GoF publicou o livro “Design Patterns: Elements of Reusable Object-Oriented Software”, eles catalogaram uma série de soluções comuns dando nomes para cada uma delas, porque, assim, os programadores teriam uma linguagem comum. Para explicar uma solução, bastaria um programador dizer que utilizou o padrão Strategy que outro programador entenderia (ao invés de ter que contar uma pequena história).

Devemos saber os conceitos, a começar pelos seus nomes! O programador comum não sabe porque é acomodado. Ele precisa estudar mas ESTÁ DORMINDO (e não falo no sentido literal da palavra).

E não adianta jogar a culpa em cima de sua empresa. Uma empresa deve sim ajudar na conscientização e na capacitação dos funcionários. Os programadores mais experientes também. Todavia, o programador não deve ficar esperando. Ele é o único responsável pela sua carreira.

Pergunta respondida? Não e nem vai ser. É difícil explicar o porquê dessa “sonolência profissional”. São muitos os fatores. Cabe aos acordados tentarem conscientizar o amigo “sonolento” sobre a importância do estudo. Mas, como disse antes, ele é o único responsável pela carreira e precisa querer.

E você? Está dormindo ou acordado?

Nota: o Giovanni Bassi falou sobre carreira no evento “PantaNet Mais Ágil”, realizado no mês passado aqui em Campo Grande e espero que tenha ajudado a despertar os que lá estiveram presentes. Quem não esteve, perdeu (estava dormindo?).

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6 comentários em “Vamos acordar?

  1. Ótima discussão Robson!
    Conheço alguns programadoes infelizmente estão acostumados a viver nesta “sonolência profissional” como você citou e acabam perdendo várias oportunidades com isso.

Participe! Vamos trocar uma ideia sobre desenvolvimento de software!

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