Fazer software é "piece of cake"?!?

Fala, pessoal

Quem aí acha que desenvolver software é “facinho” e “rapidinho”?

Desde os “primórdios da humanidade”, vejo que as pessoas utilizam as palavras “fácil” e “rápido” de forma inconsequente em muitos casos.

Sabemos que trocar a cor de um label é moleza, certo? Pois é. O problema é que as pessoas vão além dessa simples tarefa e começam a dizer que desenvolver uma nova funcionalidade fica pronta em 2 dias. E, ainda pior, começam a dizer que aquele “sisteminha” fica pronto em 1 semana!!

Isso tudo sem sequer terem feito um levantamento básico da funcionalidade. Simplesmente no “chutômetro”.

O que acontece então? Simples:

1) Eles não conseguem entregar no prazo e alguém fica furioso.
2) Eles não conseguem entregar no prazo e alguém já sabia disso e nem levou a sério o “prazo” dado. Depois de algumas “estimativas” desse tipo, alguém fica furioso.
3) Eles, por incrível que pareça, entregam no prazo (meu Deus!) e aquele lixo (digo, pedaço de software)  apresenta diversos bugs, o código é sofrível, daqueles de ter que apagar e fazer de novo. Dinheiro jogado fora. E alguém fica furioso.
4) Parecida com o 3) mas a “bomba” só vai estourar mais à frente. E alguém fica furioso!

Desculpem pela repetição exagerada do “alguém fica furioso”, mas é o que acontece. Mais cedo ou mais tarde.

Precisamos, como PROFISSIONAIS que somos, parar com essa história de “rapidinho”. Temos que agir como profissionais de verdade. Quando você faz alguma coisa, pretende que seja bem feito ou que seja uma porcaria?

Então, vamos pensar no problema e fazer uma estimativa séria ou soltar um “é rápidinho” apenas para impressionar o cliente ou a diretoria?

Já pararam pra pensar em todas as coisas que precisam ser feitas em um processo de desenvolvimento de software?

– Entendimento do negócio com o cliente;
– Estudo de novas ferramentas/tecnologias que poderão ser empregadas no software;
– Definição de uma arquitetura base do software;
– Codificação das especificações (testes);
– Codificação do software propriamente dito;
– Definição de layout de telas e relatórios;
– Segurança;
– Tratamento de erros;
– E mais uma série de fatores…

Isso tudo exige organização, disciplina e muito, mas muito ESTUDO. Softwares desenvolvidos pelo “sobrinho do vizinho”, na base do drag-n-drop, não contam ok? Estou falando de software de verdade.

Dito isso tudo, você ainda acredita que é moleza fazer aquele software? Então sugiro que reveja seus conceitos, sua forma de trabalhar, seus preços, se você não está se prostituindo…

Ainda tá em tempo de mudar. E cuidado com a palavra “rapidinho”…

[]s