Analista de Sistemas existe?

E aí, pessoal

Já aviso de imediato: este é um post polêmico. Portanto, antes de preparar um bonequinho de vudú com o meu rosto, peço que leia atenciosamente e com a mente aberta até o final.

A ideia é refletirmos sobre o papel/cargo/whatever de “analista de sistemas”, ainda usado hoje no mercado de trabalho.

Vamos dividir em tópicos:

1) Analista de sistemas = Programador

O camarada é formado em “Análise de Sistemas” e/ou tem o cargo de “Analista de Sistemas” mas o que ele faz é programar. Errado? Claro que não.  O que está errado, neste caso, é o nome do seu cargo.

Ele, na verdade, é um programador, que, por sua vez, é um ser pensante e peça fundamental na entrega do software. Então nada mais óbvio do que o programador ANALISAR, levantar requisitos, documentar e fazer diagramas (quando for preciso, pelo amor de Deus). Todo programador do time e não um em específico! Obviamente, pode haver um que tenha mais habilidade e que exerça com mais predomínio o seu lado “analista”.

2) Analista de sistemas = MESTRE / Programador = PEÃO

Neste cenário medieval, o analista é o cara engravatado que passa a maior parte do tempo com o cliente e fazendo diagramas: DFD/DER ou diagramas de classes, de sequência, etc. É ele que “conhece o negócio”, documenta e passa “mastigado” para o peão implementar. Deu pra notar que neste cenário utiliza-se o “moderno e super-eficaz” modelo de desenvolvimento em cascata e a empresa desenvolvedora de software tem o “imponente” título de “Fábrica de Software”, como se desenvolvimento de software fosse algo como fabricar carros.

O analista aqui é visto como um cargo superior ao de programador. E infelizmente, alguns jovens que estão começando na área pensam assim. Não sei se devido a uma visão antiquada dos professores ou dos empregadores. Jovens, não se esqueçam que vocês são da Geração Y, ok?

A verdade é que este analista ultrapassado é uma espécie em extinção. E isso não é apenas devido à grande adoção de metodologias ágeis na última década. Trata-se de evolução do ser humano.

3) Analista de negócios

Algumas vezes o nome “analista de sistemas” é confundido com “analista de negócios”. Com base em tudo que já mencionei nos dois primeiros tópicos, então posso dizer que o que existe mesmo é o analista de negócio.

O analista de negócio pode ser treinado para escrever user stories. Ele pode aprender com o time a entender um diagrama. Ele pode (e deve) estar próximo do time. Mas ele não programa. Ele não é o “mago da UML” nem especialista em .NET/Java/SeiLaOque. Ele é ESPECIALISTA DE NEGÓCIO!

4) Analista-Programador

Apenas quero dizer aqui que o nome “analista-programador”, muito comum em anúncio de vagas de emprego, é redundante. “Programador” ou “Desenvolvedor” já basta. Releiam o primeiro tópico.
—————————

Ufa! Conseguiram chegar até aqui? Que bom :). O que sobrou de toda essa brincadeira? O analista de negócio e o programador. O nome “Analista de Sistemas” não faz sentido!

Básico né? Tanto é que hoje em dia, nas universidades, temos cada vez mais cursos de “Tecnologia em Análise E Desenvolvimento de Sistemas”, as “duas coisas” em uma só. Óbvio, SÃO UMA COISA SÓ!!!

Até mesmo os cursos chamados simplesmente de “Análise de Sistemas” direcionam para o desenvolvimento de software como um todo.

Vale deixar claro que a intenção deste post não foi de ofender ou diminuir ninguém. Sei, inclusive, que não é do dia para a noite que o analista de sistema clássico do item 2 vai sumir. Mas volto a ressaltar, vai sumir. Desenvolvimento de software é colaborativo e os programadores devem estar participando ativamente do processo.

Reflitam sobre isso.

Quem concorda, pode comentar. Quem não concorda, mais ainda.

Até a próxima!

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5 comentários em “Analista de Sistemas existe?

  1. Esse whatever eu conheço ehehehehehe. No tópico 2, não foi foi a faculdade que disse que analista é melhor, e até digo que analista era meio pejorativo no ambiente acadêmico, mas é o mercado que endeusa o cara, por quê? Porque é esse cara (modo medieval) que faz 500 páginas de documentação e o patrão (cabeçudo) vê e acha legal, que o sistema tem features pra caramba (e metade não funciona, os outros 40% pode jogar fora e os outros 10% que a galera usa).
    Abraços meu querido!

    1. Peguei o whatever e nem dei os créditos né hehehe…
      Documentação é outro assunto “polêmico”…Ainda escrevo sobre isso (preciso estar inspirado)

      []s camarada e obrigado pela atenção!

  2. Esse é um tema abordado pelo Martin Fowler e por dezenas de escritores renomados de Engenharia de Software. O Analista de Sistemas só faz sentido em uma metodologia cascata, e o termo Fábrica de Software não faz qualquer sentido em nenhum cenário já que o único “processo fabril” do desenvolvimento é realizado pelo compilador e não por pessoas. Caso tenham curiosidade acessem as vagas de empresas de desenvolvimento renomadas no mercado (facebook, google, twitter e peixe urbano) e notem qual é a denominação que elas aplicam aos profissionais contratados. Já adianto que não é analista, e também não é programador……….. já que tanto análise quanto programação são apenas algumas tarefas executadas dentro de um conjunto bem abundante e não devem remeter a uma profissão.

Participe! Vamos trocar uma ideia sobre desenvolvimento de software!

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