Evento com Martin Fowler: como foi!

Olá, pessoal

No último dia 14, rolou em São Paulo “Uma Manhã com Martin Fowler: Software no Século 21”, promovida pela ThoughtWorks.

Obviamente, eu não poderia deixar passar a oportunidade de ver de perto o famoso Martin Fowler e compartilho neste post com vocês minha opinião sobre o evento.

Como podem notar vendo o link acima, o evento foi, na verdade, um “mini-evento” com duas horas de duração, que contava com apenas duas palestras.

A primeira, do Ronaldo Ferraz, diretor-presidente da TW Brasil, falou sobre a Era Digital e como as empresas podem manter-se vivas nela. Eu esperava que fosse uma palestra mais marketeira, mas não vi dessa forma. Foi uma boa palestra. Ponto positivo pra TW.

O foco maior, porém, estava na participação do Martin Fowler no evento. Ele falou por 1 hora, com este tempo dividido igualmente em duas mini-palestras, uma sobre REST  e o modelo de maturidade de Richardson e outra sobre a palavra do momento, Microservices.

E aí é que começam os problemas.

O primeiro deles: clareza do que seria tratado. Como também pode-se ver no link sobre o evento, o nome da palestra dele era “Design de software no Século 21”, sem nenhuma descrição, exceto no primeiro parágrafo da página, onde diziam-se coisas como “… para discutir diversas perspectivas da indústria de software…” e “… apresentará sua visão sobre desenvolvimento de software no século 21.”.

Dadas essas informações, eu imaginava que ele realmente daria uma visão geral de como está a área atualmente, citando conceitos e práticas que estão “na moda”, outras que perderam espaço, outras que estão surgindo, … Coisas do tipo. No entanto, o que acabamos vendo foram duas palestras ”quadradinhas”.

Claro, analisando-as de forma independente, foram boas palestras, mas em se tratando da expectativa acima e de quem se tratava, achei decepcionante ouvi-lo falar sobre REST. Será que ele imaginou que o público presente estaria tão defasado assim? (Olha, não respondam! :))

Quanto ao assunto seguinte, Microservices, vimos algo menos bobo, porém já super falado por todos os cantos e com nada de novo para quem, pelo menos, já leu o artigo dele sobre o assunto.

Ao final, foi aberto um tempo para perguntas e aí, ao meu ver, entra o segundo problema: o formato da palestra. Acredito que, por se tratar de um nome tão expressivo e importante em nossa área, seria de muito mais valor para os participantes se o formato fosse de um trend talk, onde ele falaria entre 15 e 20 minutos e depois fosse aberta uma rodada de discussões. Assim muitos teriam oportunidade de interagir e saber o que o cara pensa de determinado conceito, por exemplo. (Nota: o tempo disponível foi suficiente para apenas 3 perguntas).

A inscrição foi gratuita mas certamente eu pagaria feliz da vida – e tenho certeza que muitos outros também – se o modelo acima fosse adotado.

Concluindo…

Valeu pela experiência inédita de assistir ao vivo uma palestra do Martin Fowler, porém, por tudo que foi mencionado acima, ficou uma certa frustração por vê-lo ali subaproveitado.

Espero que a ThoughtWorks proporcione outros eventos como este (a infraestrutura foi excelente).

That’s all, folks!

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